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21maio

Espontaneidade

A espontaneidade costuma ser uma presença viva, sobretudo, na infância, quando somos fluxo, expressão genuína e reinvenção.

Ao nos tornarmos adultas(os), essa espontaneidade pode ficar pelo caminho, considerando as colheitas feitas acerca do que (não) fazer, do que (não) dizer, do que (não) sentir (as crenças, modelos e vivências que vamos guardando, por exemplo). O meio sociocultural nos aponta o que é aceitável, e o que escapa desse quadrado não é confirmado ou valorizado. O que pode tornar o processo de resgate do ser espontâneo, um pouco mais difícil.

Perls, Hefferline e Goodman (1997, p.105), falam sobre como pode ser importante “recuperar a espontaneidade, a maneira que a criança experiencia o mundo”, que vejo como naturalidade, abertura e passagem livre para os afetos. Um funcionamento saudável abrange um modo espontâneo de estar e sentir a existência.

Revisitar a(o) espontânea(o) que te habita, envolve olhar, reconhecer, identificar e satisfazer as necessidades que emergem, sem aprisionamentos internos. O que não significa fazer tudo o que quer e vier, de forma imediatista e irresponsável, mas saber se escutar em meio a tantas vozes e demandas externas.

Não quero dizer que é fácil, é uma caminhada de reconstruções. O que quero deixar como mensagem é que pode ser transformadora a experiência de se deixar acontecer. Sim, se deixar acontecer.

Finalizo com os mesmos autores citados acima. PHG (1997, p.60) provocam: “que alguém pense sobre suas melhores proezas, no trabalho ou na brincadeira, amor ou amizade, e veja se não foi assim”. De maneira espontânea, fluida, simplesmente sendo.

Fotografia: @sarahburtonfielding

Livro citado: Gestalt-Terapia – Perls, Hefferline e Goodman (1997)

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"Não tenho ensinamentos a transmitir. Tomo aquele que me ouve pela mão e o levo até a janela. Abro-a e aponto para fora. Não tenho ensinamento algum, mas conduzo um diálogo." | Martin Buber