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08dezembro

Desertos

Somos a nossa própria morada. Moramos neste corpo, nos sentidos, nas emoções e nos trânsitos. Transitamos por entre diversificados modos de estar, e um deles é o deserto.
Certa vez, li no livro “O Cavaleiro Preso na Armadura”, de Robert Fisher, que precisamos permanecer um tempo no mesmo lugar para aprendermos algo: sentir o lugar, escutar seus sons, observar os tons, sentir o lugar. Não é diferente com os desertos que atravessamos ao longo da vida. Precisamos sentir esse lugar seco, esse lugar de pouca água, esse lugar de extremos. E em Gestalt-Terapia, falamos muito sobre momentos secos ou difíceis de viver, falamos também sobre pouca água e sobre extremos.
A Gestalt-Terapia nos faz um convite muito importante: “Acessem esse território seco, de pouca água e extremos, pisem neste solo, aceitem o momento desértico. E, assim, haverá travessia, mudança e movimento.”
A desertificação também faz parte da condição humana. Quantas pessoas abriram as portas do deserto para você? Quantas vezes você mesma (o) se colocou diante do deserto? O que você faz com esse espaço vazio, silencioso e de conflitos internos?
É bom lembrarmos: deserto também é território de resiliência e vegetação, lugar de potência e vida. Se você está pisando nesse chão agora, que seja um atravessamento criativo e que os aprendizados sejam colhidos lá do outro lado, na porta de lá. Portal dos significados e sentidos. Sentindo.


Texto: @robertabragapsi
Imagem: @artofvisuals

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"Não tenho ensinamentos a transmitir. Tomo aquele que me ouve pela mão e o levo até a janela. Abro-a e aponto para fora. Não tenho ensinamento algum, mas conduzo um diálogo." | Martin Buber