08março
Que continuemos resgatando memórias e honrando as mulheres que lutaram para estarmos onde estamos, hoje.
Ocupávamos espaços extremamente apertados e limitados, que não possibilitavam condições para sermos a imensidão que somos.
Lembre ou pergunte a sua mãe ou avó, qual roupagem era vestida e defendida no momento sócio-político em que viviam. Provavelmente, teremos como resposta o “cuida, cuida da rotina” e diversas violências. Cuidávamos de todos e de tudo. Hoje, o cenário é diferente. Vamos para o mundo, em busca do que faz sentido para cada uma e para todas.
Podemos cuidar, mas reconhecemos que agora é de um lugar diferente, porque agora temos a nós mesmas por perto e queremos respeito, queremos direitos garantidos, queremos independência, queremos a liberdade de ser quem somos, como somos e quisermos, quando quisermos.
Somos crescentes, estamos em um processo potente de amplidão e precisamos continuar.
Precisamos continuar porque queremos viver, e com dignidade. O machismo, o feminicídio, as condições das mulheres nas questões de gênero e étnico-raciais, as desigualdades na ocupação de cargos políticos e de salários, os dedos apontados para os nossos corpos… são gritos diários e expressões da necessidade de luta e mãos dadas.
Querida, não deixe ninguém roubar a sua pele!
Seja mergulho e pé na terra, quando quiser.
Seja voo e pouso, quando quiser.
Seja a multiplicidade que é.
Mas, se não der conta, está tudo bem!
Acolha com amorosidade e busque suporte na caminhada! 💜
"Não tenho ensinamentos a transmitir. Tomo aquele que me ouve pela mão e o levo até a janela. Abro-a e aponto para fora. Não tenho ensinamento algum, mas conduzo um diálogo." | Martin Buber