08fevereiro
Tenho percebido como é necessário fazermos pequenas pausas durante o dia, entre demandas, passos apressados e papéis sociais.
Sinto que na contemporaneidade, o ser humano precisa estar consciente da importância de pertencer a si mesmo. E essa consciência de pertencimento envolve não se perder na imensidão de fazeres cotidianos, não se esquecer que os intervalos são fundamentais para resgatar a calma e a presença, assim como, perceber quando se está seguindo ritmos que o corpo não quer. E o corpo fala.
Tudo isso é sobre liberar espaços e abrir as janelas de dentro para voltar ao seu centro e continuar a jornada escolhida. Até porque jornada tem “perrengue” e é preciso se ter por perto para atravessar “perrengues”…
Esse (re)pouso em si, pode ser uma respiração consciente, olhar as folhas de uma árvore balançando com o vento, esticar e soltar o corpo, deitar no chão com entrega, escutar uma música, ler algo que te interessa: desacelerar! São infinitas as possibilidades de voltar para si, para voltar para o mundo, outra vez, mais inteira(o).
Antes de estar com o outro, que pode ser uma pessoa ou uma tarefa, é preciso estar consigo. Assim, a gente deixa de funcionar naquele modo “exaustos-e-correndo, exaustos-e-correndo, exaustos-e-correndo”, como já disse Eliane Brum*.
Experimente dar passagem às pequenas pausas diárias! Só experimente…
*Citação em asterisco de Eliane Brum: Texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados”, site El País.
"Não tenho ensinamentos a transmitir. Tomo aquele que me ouve pela mão e o levo até a janela. Abro-a e aponto para fora. Não tenho ensinamento algum, mas conduzo um diálogo." | Martin Buber