04setembro
Quem me acompanha desde o início, já deve ter percebido o quanto busco estar próxima do mundo natural e o quanto me interesso pela Ecopsicologia – campo que possibilita o estudo da relação Ser Humano-Natureza, abrangendo os vínculos entre ambos, os ganhos dessa relação e o autoconhecimento, através da reconexão.
Muitas pesquisas já apontam diversos benefícios para o indivíduo que está em contato com a natureza, como reequilíbrio, desestressamento, calmaria, sensação de bem-estar, dentre outros.
Não por acaso, estudo a Gestalt-Terapia. E nesta abordagem, falamos sobre meio ambiente, sobre preservação, sobre nossa ambientalidade. Inclusive, quem me apresentou a esse último termo, na Psicologia, foi o grande Jorge Ponciano. No livro Vade-Mécum de Gestalt-Terapia (p.40), ele nos diz: “o conceito de ambientalidade implica, obrigatoriamente, não apenas estar atento ao mundo, mas se experienciar como mundo, como do mundo, como pertencente ao mundo. ” E isso envolve um pensamento sustentável, considerando que a Terra é o nosso solo, nossa fonte de nutrição, lugar dos nossos movimentos e construções.
Precisamos repensar as formas pelas quais nos relacionamos com a natureza, com o consumo, com a produção de lixo e a poluição. É importante lembrarmos que não existimos sem o meio ambiente e que nas nossas interações com esse mundo, afetamos e somos afetados (as). Há trocas significativas!
Tenho refletido bastante acerca do meu papel como cidadã do mundo e trago um passo inicial: reduzir o plástico.
Esse material pode levar cerca de 400 anos para se decompor no meio ambiente, pode provocar a morte de diversos animais, além da intensa poluição desde a produção até o consumo, causando muito desequilíbrio no ecossistema.
Começo com esses itens:
Copo de silicone: cabe no bolso, na bolsa, reutilizável.
Escova de dente de bambu: o bambu cresce rapidamente, biodegradável.
Sacolas ecológicas: podem ser reutilizadas por anos, suportam mais peso que a sacola plástica.
Quais outras dicas vocês deixam como sugestão?
Lembremos que “nós humanos não estamos, de fato, separados ou somos superiores a natureza, e nem temos o domínio total de a explorarmos além do que é necessário às nossas necessidades imediatas. Nós somos parte da natureza, estamos na Terra, não sobre ela. Somos como as células no corpo de um vasto organismo vivo que é o Planeta Terra…” (Metzner, 1995)
"Não tenho ensinamentos a transmitir. Tomo aquele que me ouve pela mão e o levo até a janela. Abro-a e aponto para fora. Não tenho ensinamento algum, mas conduzo um diálogo." | Martin Buber